Dia Mundial do Rock








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A banda The Dead Billies é baiana. Eis mais uma finada banda excelente. Ela existiu na década de 90, o limbo 90, e deixou dois discos (Don't Mess With The Dead Billies e Heartfelt Sessions) que caem no gosto de quem curte rockabilly e rock antigo em geral. Pelos topetes da rapaziada dá para sentir o drama. Com o fim surgiu a tão boa quanto Retrofoguetes, que faz rock instrumental. Clicando na foto baixe o Live From Alagoinhas, show na cidade baiana de mesmo nome. No set list tem covers de Stray Cats, The Sonics, The Cramps.Marcadores: stray cats, the cramps, the dead billies, the sonics

Será que ele já foi enterrado? Será que o caixão, com ou sem corpo, fará uma tour mundial? Dou de ombros. Nos últimos dias, e bote dias nisso, só se fala em Michael. O homem que nasceu preto, cresceu branco e vai virar cinza. Como disse um jornal sensacionalista do Rio. Se não foi isso, foi quase. O fato é que Michael nunca me acrescentou nada. Eu como amante da música e comprador de discos até hoje, nunca tive um disco de Michael Jackson nas mãos. Já tive até dos Engenheiros do Hawaii. Mas não do Jackson.
Na época que eu deveria começar a gostar dele, por volta dos 13 anos, quando começa a se definir o gosto musical, o Nirvana veio e deu um chute na bunda dele com força. E tinha o Guns N' Roses também. Era uma disputa acirrada. Nessa época seu hit era a malhada "Black or White", o Nirvana tinha "Smells Like Teen Spirit" e o Guns tinha "November Rain", um porre. Ou seja, ele passou batido. Depois de anos foi que comecei a escutar música com influência de funk, de disco, mas nunca foi minha praia. Até porque sempre gostei mais de música brasileira, e escutava coisas dos anos 80, as menos ruins, e mpb, bossa nova, jovem guarda, rock inglês sixtie. Influências paternas. Continuei as descobertas e vieram Jorge Ben, Mutantes, Tom Zé, indie rock anos 90.
No dia que Renato Russo morreu eu estava matando aula em Ponta Negra tomando cerveja numa barraca. No dia que Joey Ramone e Johnny Ramone morreram, não sei o que estava fazendo. No dia que Ayrton Senna morreu estava indo ver um jogo de vôlei da minha irmã. A tarde sobre a prancha em Ponta Negra soube do passamento. Lembro dos Mamonas. De Paul, epa, Paul não morreu. De Harrison. Como será o dia da morte de Sílvio Santos? Todo mundo correndo para comprar o Carnê do Baú e a Tele-Sena de Velório? E quando o Roberto Carlos morrer? Esse dia vai ser barra. Todo mundo de azul e branco, cantando hinos religiosos. Se cantar Quero Que Vá Tudo Pro Inferno ele ressuscita e desce o sarrafo em todo mundo. No dia que Didi e Xuxa passarem pro outro lado, quero nem imaginar.
Se tivesse uma coisa que fizesse eu me ligar em Michael seria sua fase Five, com os irmãos. E para desgosto meu, deve ser a que ele mais odeia, vide as surras e humilhações que o pai proporcionava. Um som muito bom, dançante. Gosto disso. Mas daí a nesses momentos de loucura pós-morte buscar lojas, sites, blogs para ouvir o quase monstro (visualmente falando) ...Não obrigado. Nunca fui de gostar dessas estrelas megalomaníacas como ele e Madonna, onde parece que se não houvesse toda a pompa por trás, eles não seriam reconhecidos. Ô idiota, não é por isso que eles são considerados o rei e rainha do pop não? Com certeza. Mas prefiro os bobos da corte do pop. U2 então...Bono Vox deve ser um chute de bota de vaqueiro no saco. Para ir ao banheiro defecar ele deve informar a UNICEF, as Nações Unidas, a OMS, até ao FMI.
Claro que não sou lunático de não reconhecer a importância do mutante. Ele sem dúvida é uma das pessoas mais importantes do mundo do entretenimento, da música mundial. Mas acho tudo isso exagero. De toda forma o show business não pode parar. Se daqui a um mês o corpo, ou caixão, sei lá, ainda estiver perambulando, não diga que não avisei.
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