13/07/2009

Dia Mundial do Rock

Hoje é o Dia Mundial do Rock. Assim como tem o dia da rosquinha de côco, do pão doce, do churros, da vovó... Aproveitando, vou praticar crime e botar uma ruma de discos para baixar. Arroche nas capas. Vou nem perder tempo dizendo quem são as bandas, o que tocam e etc. Deixem de ser preguiçosos e procurem na net.







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10/07/2009

Live from Alagoinhas

A banda The Dead Billies é baiana. Eis mais uma finada banda excelente. Ela existiu na década de 90, o limbo 90, e deixou dois discos (Don't Mess With The Dead Billies e Heartfelt Sessions) que caem no gosto de quem curte rockabilly e rock antigo em geral. Pelos topetes da rapaziada dá para sentir o drama. Com o fim surgiu a tão boa quanto Retrofoguetes, que faz rock instrumental. Clicando na foto baixe o Live From Alagoinhas, show na cidade baiana de mesmo nome. No set list tem covers de Stray Cats, The Sonics, The Cramps.

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09/07/2009

O último show de Michael



Será que ele já foi enterrado? Será que o caixão, com ou sem corpo, fará uma tour mundial? Dou de ombros. Nos últimos dias, e bote dias nisso, só se fala em Michael. O homem que nasceu preto, cresceu branco e vai virar cinza. Como disse um jornal sensacionalista do Rio. Se não foi isso, foi quase. O fato é que Michael nunca me acrescentou nada. Eu como amante da música e comprador de discos até hoje, nunca tive um disco de Michael Jackson nas mãos. Já tive até dos Engenheiros do Hawaii. Mas não do Jackson.

Na época que eu deveria começar a gostar dele, por volta dos 13 anos, quando começa a se definir o gosto musical, o Nirvana veio e deu um chute na bunda dele com força. E tinha o Guns N' Roses também. Era uma disputa acirrada. Nessa época seu hit era a malhada "Black or White", o Nirvana tinha "Smells Like Teen Spirit" e o Guns tinha "November Rain", um porre. Ou seja, ele passou batido. Depois de anos foi que comecei a escutar música com influência de funk, de disco, mas nunca foi minha praia. Até porque sempre gostei mais de música brasileira, e escutava coisas dos anos 80, as menos ruins, e mpb, bossa nova, jovem guarda, rock inglês sixtie. Influências paternas. Continuei as descobertas e vieram Jorge Ben, Mutantes, Tom Zé, indie rock anos 90.

No dia que Renato Russo morreu eu estava matando aula em Ponta Negra tomando cerveja numa barraca. No dia que Joey Ramone e Johnny Ramone morreram, não sei o que estava fazendo. No dia que Ayrton Senna morreu estava indo ver um jogo de vôlei da minha irmã. A tarde sobre a prancha em Ponta Negra soube do passamento. Lembro dos Mamonas. De Paul, epa, Paul não morreu. De Harrison. Como será o dia da morte de Sílvio Santos? Todo mundo correndo para comprar o Carnê do Baú e a Tele-Sena de Velório? E quando o Roberto Carlos morrer? Esse dia vai ser barra. Todo mundo de azul e branco, cantando hinos religiosos. Se cantar Quero Que Vá Tudo Pro Inferno ele ressuscita e desce o sarrafo em todo mundo. No dia que Didi e Xuxa passarem pro outro lado, quero nem imaginar.

Se tivesse uma coisa que fizesse eu me ligar em Michael seria sua fase Five, com os irmãos. E para desgosto meu, deve ser a que ele mais odeia, vide as surras e humilhações que o pai proporcionava. Um som muito bom, dançante. Gosto disso. Mas daí a nesses momentos de loucura pós-morte buscar lojas, sites, blogs para ouvir o quase monstro (visualmente falando) ...Não obrigado. Nunca fui de gostar dessas estrelas megalomaníacas como ele e Madonna, onde parece que se não houvesse toda a pompa por trás, eles não seriam reconhecidos. Ô idiota, não é por isso que eles são considerados o rei e rainha do pop não? Com certeza. Mas prefiro os bobos da corte do pop. U2 então...Bono Vox deve ser um chute de bota de vaqueiro no saco. Para ir ao banheiro defecar ele deve informar a UNICEF, as Nações Unidas, a OMS, até ao FMI.

Claro que não sou lunático de não reconhecer a importância do mutante. Ele sem dúvida é uma das pessoas mais importantes do mundo do entretenimento, da música mundial. Mas acho tudo isso exagero. De toda forma o show business não pode parar. Se daqui a um mês o corpo, ou caixão, sei lá, ainda estiver perambulando, não diga que não avisei.


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21/06/2009

O fim do mundo está próximo

Sábado a tarde assistir Lóki em cinema? Loucura total, ainda mais estando em Natal. Mas é verdade. O filme é muito bom, mesmo deixando em aberto algumas gravações de Arnaldo em sua carreira solo. Rita Lee não deu as caras, mais uma vez, e é normal. Já que ela fez questão de enterrar seu passado. Já Arnaldo não, fala dela com muito carinho e demonstra toda a falta que ela fez nos seus discos solos cheios de tristeza e melancolia. Quem poderia ter dado algumas declarações também é o irmão mais velho de Arnaldo e Sérgio, Cláudio. Responsável por construção de caixas, instrumentos e até alteração nos mesmos para criar sonoridades únicas. Mas Cláudio sempre foi recluso e não seria hoje que ele ia aparecer.

Domingo de manhã fui acompanhar parte das finais do campeonato bancado pela Petrobrás só para mulheres, o Petrobrás Nas Ondas. Fazia muito tempo que não assistia um campeonato e fiquei impressionado. Mesmo com as ondas pequenas as meninas estão surfando com muita pressão, melhor que muito marmanjo. Deu até para ver uma bateria com Andréa Lopes, tetra-campeã brasileira. Na bateria em questão ela levou o primeiro lugar mostrando que mesmo estando com 35 anos está melhor que muita garota de 20 anos. Bola fora foi o indivíduo que selecionava a trilha sonora do campeonato. A nata do lixo dos anos 80 nacional e até música eletrônica. Sem falar que tocou uma banda da Som Livre, palavras o locutor, que é muito boa. De melhorar. Banda nova que atira para todos os lados e não serve nem para trilha de Malhação. Uma piada, de mau gosto. Isso só reafirma que essa muita gente não sabe o que acontece na música do Brasil atualmente.

Assista abaixo o trailer de Lóki e acesse O Inimigo ou Reverb Brasil para escutar uma boa trilha sonora para uma caída no mar.


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17/06/2009

Mestres do Longboard

Tem quem pense que surfar é fácil. Ah, é só subir na prancha e pronto. Não, não é. Muito mais difícil ainda é andar no longboard, se facilita a remada, dificulta nas manobras pelo tamanho do brinquedo. Mas para alguns isso não é problema, esqueça os tradicionais hang ten e hang five e veja a sequência de cut backs, floaters, rasgadas e até aéreos. Sensacional. E ao som de Paciência do Autoramas. A praia parece ser Jeffrey's Bay.


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